Ecovilas

23 Out

Já ouviu falar sobre isso? A Global Ecovillage Network (GEN) – uma instituição que conecta pessoas e comunidades a diversas iniciativas sustentáveis ao redor do mundo, direcionando os interessados no aprendizado de um modo de vida verdadeiramente sustentável – define assim uma ecovila:

“Ecovilas são comunidades rurais ou urbanas de pessoas, que buscam integrar um ambiente social assegurador de um estilo de vida de baixo impacto ecológico. Para atingir este objetivo, as ecovilas integram vários aspectos do projeto ecológico, permacultura, construções de baixo impacto, produção verde, energia alternativa, práticas de fortalecimento de comunidade e muito mais.”

As ecovilas reúnem todo o pensamento sustentável sistêmico. Tudo o que envolve uma comunidade desse tipo passa pelos princípios de preservação do meio ambiente, diminuição do impacto produtivo e energético e fortalecimento das relações entre os indivíduos que dividem o mesmo espaço. A busca é sempre pelo benefício coletivo em conjunto com a natureza. Iniciativas desse tipo estão aparecendo em todo lugar do mundo, inclusive no Brasil.

Vale a pena a visita no site do Movimento Brasileiro de Ecovilas onde eles relacionam diversas instituições que ministram cursos e/ou direcionam pessoas interessadas nesse aprendizado.

Quem Matou o Carro Elétrico? [Who Killed the Electric Car?]

17 Out

Essa pergunta é respondida no [excelente] documentário de mesmo nome (primeira parte abaixo – com legendas em português). O problema de trânsito nas ruas assola não só a cidade de São Paulo, mas diversas capitais pelo mundo. E junto com as demoras nos trajetos, estresse dos motoristas e alto preço do combustível, outro óbvio problema aparece: poluição. Os automóveis são grandes responsáveis pelo ar de baixíssima qualidade que respiramos. E não muito tempo atrás, alguém teve uma ideia: um carro elétrico. Um automóvel movido com uma bateria que é recarregada diariamente. O conceito é ótimo, mas quando surgiu, foi massacrado pelo lobby das indústrias automobilísticas até pouco tempo atrás, quando alguns modelos híbridos começaram a aparecer.

Toda a [triste] história de surgimento (e desaparecimento) de novas tecnologias para viabilizar a produção em massa de carros elétricos é contada no documentário…

 

Bicicleta de Bambu

8 Out

Em 1994, Flávio Deslandes começou a desenvolver uma técnica de manipulação de bambu. Um ano depois, ele consegue concretizar os estudos em um produto sustentável: a bicicleta de bambu. Apesar de seu trabalho, a ideia original é bastante antiga e data de [aproximadamente] 1860. Nessa época, existiam alguns estudos para tal produto, mas a Revolução Industrial aconteceu e esses planos foram esquecidos. Quase um século e meio depois, Flávio passou a trabalhar e a desenvolver uma técnica de manuseio, criando então a bicicleta de bambu.

Além de bonita e resistente, ela é amiga do meio ambiente, pois, exceto a gancheira (parte da bicicleta usada para segurar a corrente) e o suporte do movimento central (estrutura onde os pedais são encaixados) – ambos de alumínio – todos os materiais são naturais e renováveis.

A ideia da bicicleta de bambu agora está ganhando os CEUs da cidade de São Paulo e se tornando uma opção pra todo mundo pedalar sustentavelmente.

Visite o site oficial para saber mais sobre a bicicleta de bambu criada por Flávio Deslandes. E abaixo, uma reportagem dele falando sobre sua criação:

Aquaponia

25 Set

O vídeo abaixo trata da Aquaponia, um assunto relativamente recente aqui no Brasil, mas que graças aos esforços de pequenos e médios produtores e de instituições civis que falam sobre sustentabilidade, está ganhando adeptos. Isso porque ele une a Hidroponia (técnica de cultivo de plantas sem solo, onde as raízes recebem uma solução nutritiva que contém água e todos os nutrientes essenciais ao desenvolvimento da planta) com a Aquacultura (produção e criação de organismos aquáticos, como peixes, moluscos, crustáceos, anfíbios). O resultado, simplificando, é incrível: o subproduto da criação de peixes, passa por um filtro biológico – onde dejetos são transformados em sais orgânicos e inorgânicos – e alimenta a plantação. A reportagem mostra um médio produtor, mas com algum investimento, é possível fazer um sistema de aquaponia dentro da sua casa.

Bioconstrução combina técnicas milenares com inovações tecnológicas

21 Set

Texto escrito por Carol Cantariano, no site do Instituto Uniemp.

BIOCONSTRUÇÃO COMBINA TÉCNICAS MILENARES COM INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS

Princípios de sustentabilidade cada vez mais orientam a construção civil, considerado um dos setores que mais causa impactos no meio ambiente devido ao alto consumo de materiais, energia e geração de resíduos. Empresas têm investido na chamada responsabilidade ambiental e muitas delas estão se especializando em bioconstrução, uma modalidade da arquitetura e da construção civil cujo princípio é reunir tecnologias milenares e inovativas para garantir a sustentabilidade não só do processo construtivo mas também do período pós-ocupação de casas e apartamentos.

Uso de matérias-primas, recicladas ou naturais, disponíveis no local da obra; gestão e economia de água tais como reuso ou aproveitamento da água da chuva; fontes alternativas de energia como aquecimento solar ou energia eólica; coleta seletiva e reciclagem de lixo; técnicas construtivas baseadas na utilização do barro, palha ou bambu. A bioconstrução abrange uma série de tecnologias e a viabilidade ecológica, econômica e social de sua aplicação depende, principalmente, da avaliação do local da obra.

Sistemas de reaproveitamento da água e de aquecimento solar podem ser aplicados em qualquer residência ou apartamento da cidade de São Paulo por exemplo. Já a utilização de matérias-primas naturais depende do que estiver disponível no local de construção. “Cabe ao arquiteto fazer essa avaliação porque dessa disponibilidade é que depende a relação custo-benefício da obra”, afirma Marcelo Todescan, um dos diretores da Todescan Siciliano Arquitetura, escritório especializado em projetos residenciais que utilizam técnicas bioconstrutivas.

MATERIAIS MENOS TÓXICOS

A opção pela utilização de matérias-primas locais também é feita em detrimento de materiais que agridem o meio ambiente seja em seu processo de obtenção ou fabricação, seja durante a aplicação ou ao longo de sua vida útil. A intenção também é a de que a construção seja menos tóxica e invasiva para os moradores. Por conta disso é que materiais como PVC (policloreto de vinil), alumínio, tintas, solventes e revestimentos sintéticos (como o carpete) são evitados nesse tipo de empreendimento.

A bioconstrução é considerada uma alternativa viável mesmo em grandes cidades como São Paulo. Todescan cita um projeto, já em fase de acabamento, inteiramente baseado nessa técnica. A casa, que fica no bairro da Granja Viana, foi erguida a partir da aplicação de uma técnica japonesa milenar denominada tsuchi kabe, empregada na construção de templos budistas. Ela combina a utilização de várias matérias-primas naturais: pedras são utilizadas nos alicerces e as paredes são construídas a partir de uma estrutura de madeira reciclada, bambu, terra e argila. A escolha da tsuchi kabe não foi aleatória: a maioria desses materiais encontrava-se disponível no local da construção, o que viabilizou economicamente a obra. Sistemas de captação e reuso de água e de aquecimento solar também foram adotados.

O arquiteto lembra que a bioconstrução não se resume à utilização de materiais ecologicamente corretos. O envolvimento do morador durante todo o processo de construção é bastante valorizado. Na casa construída na Granja Viana, foram realizados “mutirões” ao longo de três finais de semana: a família do proprietário, seus amigos e vizinhos reuniram-se para que juntos aprendessem e aplicassem técnicas relacionadas ao uso do barro e à pintura de paredes com cal.

TECNOLOGIA SOLAR EM CASAS POPULARES

A utilização de fontes alternativas de energia renovável é um dos princípios mais valorizados da bioconstrução, mas a economia representada pela substituição da eletricidade por coletores solares para aquecimento de água ainda é desconhecida da maioria da população. “Cabe ao poder público divulgar e tornar essa tecnologia mais acessível, principalmente para as famílias de baixa renda”. Essa é a opinião de Jane Tassinari Fantinelli, que defendeu doutorado sobre o assunto na Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A arquiteta defende o uso de sistemas termo-solares por famílias carentes tendo em vista os resultados obtidos pelo Projeto Sapucaias, a primeira experiência monitorada de instalação de sistemas de aquecimento solar para a água de banho em área urbana no Brasil. Financiado pela Eletrobrás, o projeto foi desenvolvido ao longo de cinco anos junto a 100 famílias do município de Contagem (MG).

 

A utilização dos coletores levou a uma redução de 34,6% no consumo de energia elétrica. Mas a economia na conta a pagar foi muito maior: variou de 56 a 71%, já que, por causa da redução do gasto de energia, as famílias entraram tanto na faixa dos beneficiários das políticas de incentivo de baixo consumo das concessionárias, como nos programas de transferência de renda do governo federal — ambos prevêem descontos na tarifa de energia elétrica.

“A disseminação do uso de coletores solares depende de políticas públicas de planejamento energético. Se elas forem focalizadas nas famílias de baixa renda, resultados significativos, com certeza, serão alcançados”, acredita Fantinelli.

Segundo a arquiteta, o consumo de energia está relacionado à renda. O tempo de banho das classes populares, por exemplo, é menor que o das classes de maior poder aquisitivo. Devido a essa diferença de comportamento, não só o gasto de energia, mas também o volume de água requerido pelas famílias de baixa renda são, conseqüentemente, menores, o que permitiu que o Projeto Sapucaias adotasse coletores solares compactos (dotados com placa de 2 metros quadrados e reservatório de água com capacidade para 200 litros) e, por isso, mais baratos.

Como não há produção em escala de tecnologia solar no país, a aquisição e instalação de um coletor solar compacto gira em torno de R$1.400. Entretanto, a economia propiciada pelo sistema compensa os gastos. Apesar de pouco divulgada, na Caixa Econômica Federal há uma linha de financiamento exclusiva para a compra de coletores solares.

Rota da Reciclagem

14 Set

Estão acabando as desculpas para quem ainda não separa o lixo para a reciclagem. Essa atitude tem que ser colocada na rotina diária; afinal, não custa nada separar os recipientes. Vencida essa etapa, é preciso destinar os materiais, e não faltam iniciativas pra população descartar corretamente seus resíduos. Nós já falamos sobre uma delas aqui no blog, o E-LIXO MAPS – O mapa da reciclagem do lixo eletrônico e hoje viemos falar sobre a Rota da Reciclagem.

Ela é uma iniciativa da Tetra Pak (líder mundial da produção de embalagens longa vida) para diminuir o impacto da venda de suas embalagens. Ao entrar no site, você se depara com um mapa mostrando diversos pontos como “cooperativas de catadores, as empresas comerciais que trabalham com compra de materiais recicláveis e os pontos de entrega voluntária (PEV).” O mais interessante é que o sistema é colaborativo, ou seja, se alguém souber de um novo ponto desses, é só informar o pessoal da empresa que eles acrescentam no mapa.

Acesse e colabore!

IPEMA – Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica

6 Set

Em um post anterior, falamos sobre a Permacultura, um movimento que busca interromper o desperdício e repetir o ciclo fechado da natureza – a sobra de um processo é matéria prima para outro. E essa ideia vem sendo amplamente difundida desde 1999 pelo IPEMA, o Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica.

A instituição está baseada em Ubatuba e sua missão é “fomentar e difundir a permacultura para a criação de assentamentos humanos sustentáveis”. Na prática, significa receber, abrigar, conscientizar e capacitar qualquer pessoa interessada em aprender e desenvolver técnicas de permacultura, como: bioconstrução, aproveitamento total de resíduos (orgânicos ou não), ecovilas e outras atividades relacionadas. Eles fazem isso por meio de cursos, imersões e programas especiais para grupos. Além dessa agenda, eles recebem qualquer um interessado em ajudar um pouco no desenvolvimento do espaço. Uma vez ali, a ordem é colocar a mão na massa e literalmente ajudar a levantar novas estruturas como alojamentos e banheiros. Segundo eles, o IPEMA está sempre em construção; expandindo-se estruturalmente para aumentar sua capacidade de ensino da importante filosofia e prática da Permacultura.

Acesse o site para saibar mais sobre o IPEMA, seus cursos, ecovilas, bioconstrução e como visitá-los.

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