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Mais pensamentos de Fritjof Capra

5 Nov

O pensamento do físico, educador, escritor e filósofo Fritjof Capra a respeito de sua visão sistêmica de mundo já foi compartilhado algumas vezes no blog (aqui e aqui) e mais uma vez voltamos a ele. Nessa entrevista, ele fala um pouco mais sobre sua percepção de um mundo ecologicamente responsável e o que ele anda fazendo para espalhar essa ideia.

Uma das ações é o centro de Eco Alfabetização, com base na Califórnia e ramificações ao redor do mundo; inclusive no Brasil – por meio do Instituto ECOAR. Esta instituição se dedica à Eco Alfabetização: capacitação de educadores para que eles possam transmitir conceitos de ecologia nas instituições de ensino e contextos educacionais em que atuam.

Este vídeo mostra uma entrevista dele para um programa da TV Cultura, onde ele fala, entre outras coisas, sobre as diferenças entre a Ecologia rasa X Ecologia profunda, e finaliza com um pensamento bem interessante de Antonio Gramsci: “Precisamos do pessimismo do intelecto e do otimismo da vontade.”

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A fibra de carbono produzida através do bagaço da cana

30 Jul

Texto reproduzido do blog do Luis Nassif, escrito por Giuliana Miranda, da Folha.

UFRJ transforma o bagaço de cana em fibra de carbono.

Pesquisa pode trazer alto valor agregado a ‘resíduo do resíduo’ do etanol

Material é valorizado pela indústria de alta tecnologia; cientistas pretendem patentear o novo procedimento

Peças de carro, materiais da indústria de petróleo e até armações de óculos podem estar prestes a se juntar a etanol, cachaça e açúcar como produtos derivados da cana.

Cientistas brasileiros desenvolveram um jeito de transformar os resíduos da planta em fibra de carbono, material um bocado valorizado pela indústria.

Hoje, o bagaço da cana-de-açúcar é o principal resíduo do agronegócio brasileiro. Uma tonelada da planta usada para fazer etanol produz, em média, 140 kg de bagaço.

Boa parte desses restos acaba queimada nas próprias usinas como forma de gerar energia, mas é uma destinação que ainda não consegue absorver todos os resíduos gerados. Se armazenados incorretamente, eles podem se tornar um fator sério de poluição ambiental.

Foi pensando nisso que um grupo da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) decidiu agir e dar uma destinação mais nobre ao “lixo”.

Eles desenvolveram um método que extrai a lignina -uma importante molécula “estrutural” dos vegetais, responsável, entre outras coisas, pela sustentação- do bagaço da cana e a trata para que ela seja transformada em fibra de carbono.

“Não é como transformar garrafa pet em tapete ou em árvore de Natal. É uma reciclagem com alto valor agregado, que pode gerar boas oportunidades, porque o Brasil ainda não tem produção industrial de fibra de carbono”, diz Veronica Calado, coordenadora do trabalho e também do Núcleo de Biocombustíveis, de Petróleo e de seus Derivados da UFRJ.

Na verdade, o grupo de Calado aproveita o “lixo do lixo” da cana-de-açúcar. Novas técnicas já permitem que o bagaço da produção de etanol seja tratado quimicamente e usado para dar origem a mais álcool, o chamado etanol de segunda geração.

ÚLTIMA ETAPA

A fibra de carbono é obtida depois que o bagaço já passou por esse segundo processo. A lignina extraída do bagaço é processada e passa por vários processos, que vão aumentando o teor de carbono. No fim, obtém-se a fibra, que é laminada e pode ser vendida para as mais diversas aplicações.

Dez vezes mais forte do que o aço, mas ainda maleável e com elevada resistência à temperatura, a fibra de carbono é um material muito valorizado no mercado, com preços que podem variar entre US$ 25 e US$ 120 por kg.

A principal maneira de obtê-la hoje é derivá-la do petróleo, com muitos aditivos.

“A fibra de carbono pelo reaproveitamento da cana também é sustentável nesse sentido, porque vai diminuir a dependência do petróleo para mais um uso”, avalia Verônica, da UFRJ.

No mundo, já existem outras iniciativas para transformar a lignina em fibra de carbono. Todos esses projetos estão também em fase experimental. O grupo brasileiro, porém, orgulha-se de conseguir fazer o trabalho com menos aditivos, obtendo ainda um “extrato” de lignina mais puro e com maior potencial de transformação.

O trabalho carioca ainda está restrito aos laboratórios, mas a técnica já se mostrou funcional. A coordenadora do estudo diz que não há ideia do preço final da fibra, mas que “com certeza ela será mais barata do que a vinda do petróleo”.

Agora, os cientistas estudam a melhor maneira de patentear o projeto.

Somos o 10º país que mais investe em energia limpa

12 Abr

No dia 11 de abril, o Pew Environment Group divulgou seu relatório anual chamado Who’s winning the clean energy race? (Quem Está Ganhando a Corrida da Energia Limpa, em tradução livre). As notícias são boas, tanto em âmbito mundial quanto para o Brasil.

Este gráfico mostra a evolução dos investimentos em energia limpa de países que compõe o G20 (barra azul) e de todos os outros (barra amarela). Em apenas 7 anos (entre 2004 e 2011), os valores passaram de 33,7 bilhões de dólares para 237,2 bilhões. Isso demonstra que as nações mais desenvolvidas estão finalmente se preocupando de verdade com o futuro do setor energético do mundo, buscando outras fontes de energia. E o Brasil também caminha nesse sentido.

Ainda de acordo com o relatório, somos o 10º país que mais investiu nesse setor, alcançando a marca de 8 bilhões de dólares de investimento – principalmente em fonte eólica. Este número representa um aumento de 15% em relação a 2010, representando a 3ª maior taxa de crescimento nos últimos 5 anos entre os países do G20. Ainda temos muito o que fazer, mas o país caminha aos poucos para alternativas mais limpas de energia.

Acesse aqui o relatório completo (em inglês).

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