Tag Archives: Reciclagem

Será que todo lixo é lixo mesmo?

8 Fev

Pois é, nem sempre gostaríamos de jogar fora algo. Quantas vezes você não pensou: poxa, alguém poderia usar isso. Mas devido a vários motivos, temos mesmo que nos desfazer de coisas. Isso acaba gerando mais e mais lixo nas nossas cidades…

E foi aí que entrou em cena a ideia brilhante da dupla Maarten Heijltjes & Simon Akkaya, também conhecidos como Waarmakers: a Goedzak. O nome é esquisito, mas a proposta é excelente! Ela é uma sacola especial para você colocar na rua coisas que você não quer mais, mas que pode ser utilizada por outra pessoa. Se um objeto estiver dentro dessa sacola, significa que ele ainda pode ser usado. Ele pode ser um lixo para você, mas não pra outra pessoa. Isso é demais, pois dá vida longa às coisas e diminui a montanha de lixo gerada diariamente (algo que partilha a ideia do projeto Cradle to Cradle – Do Berço ao Berço – já discutido aqui no blog).

A Goedzak faz parte de um grande projeto chamado “Design for Altruism” (Design altruísta, em tradução livre). Uma série de ações pensadas para desencadear um comportamento altruísta nas pessoas. Esperamos que a moda pegue e chegue ao Brasil!

Rota da Reciclagem

14 Set

Estão acabando as desculpas para quem ainda não separa o lixo para a reciclagem. Essa atitude tem que ser colocada na rotina diária; afinal, não custa nada separar os recipientes. Vencida essa etapa, é preciso destinar os materiais, e não faltam iniciativas pra população descartar corretamente seus resíduos. Nós já falamos sobre uma delas aqui no blog, o E-LIXO MAPS – O mapa da reciclagem do lixo eletrônico e hoje viemos falar sobre a Rota da Reciclagem.

Ela é uma iniciativa da Tetra Pak (líder mundial da produção de embalagens longa vida) para diminuir o impacto da venda de suas embalagens. Ao entrar no site, você se depara com um mapa mostrando diversos pontos como “cooperativas de catadores, as empresas comerciais que trabalham com compra de materiais recicláveis e os pontos de entrega voluntária (PEV).” O mais interessante é que o sistema é colaborativo, ou seja, se alguém souber de um novo ponto desses, é só informar o pessoal da empresa que eles acrescentam no mapa.

Acesse e colabore!

A fibra de carbono produzida através do bagaço da cana

30 Jul

Texto reproduzido do blog do Luis Nassif, escrito por Giuliana Miranda, da Folha.

UFRJ transforma o bagaço de cana em fibra de carbono.

Pesquisa pode trazer alto valor agregado a ‘resíduo do resíduo’ do etanol

Material é valorizado pela indústria de alta tecnologia; cientistas pretendem patentear o novo procedimento

Peças de carro, materiais da indústria de petróleo e até armações de óculos podem estar prestes a se juntar a etanol, cachaça e açúcar como produtos derivados da cana.

Cientistas brasileiros desenvolveram um jeito de transformar os resíduos da planta em fibra de carbono, material um bocado valorizado pela indústria.

Hoje, o bagaço da cana-de-açúcar é o principal resíduo do agronegócio brasileiro. Uma tonelada da planta usada para fazer etanol produz, em média, 140 kg de bagaço.

Boa parte desses restos acaba queimada nas próprias usinas como forma de gerar energia, mas é uma destinação que ainda não consegue absorver todos os resíduos gerados. Se armazenados incorretamente, eles podem se tornar um fator sério de poluição ambiental.

Foi pensando nisso que um grupo da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) decidiu agir e dar uma destinação mais nobre ao “lixo”.

Eles desenvolveram um método que extrai a lignina -uma importante molécula “estrutural” dos vegetais, responsável, entre outras coisas, pela sustentação- do bagaço da cana e a trata para que ela seja transformada em fibra de carbono.

“Não é como transformar garrafa pet em tapete ou em árvore de Natal. É uma reciclagem com alto valor agregado, que pode gerar boas oportunidades, porque o Brasil ainda não tem produção industrial de fibra de carbono”, diz Veronica Calado, coordenadora do trabalho e também do Núcleo de Biocombustíveis, de Petróleo e de seus Derivados da UFRJ.

Na verdade, o grupo de Calado aproveita o “lixo do lixo” da cana-de-açúcar. Novas técnicas já permitem que o bagaço da produção de etanol seja tratado quimicamente e usado para dar origem a mais álcool, o chamado etanol de segunda geração.

ÚLTIMA ETAPA

A fibra de carbono é obtida depois que o bagaço já passou por esse segundo processo. A lignina extraída do bagaço é processada e passa por vários processos, que vão aumentando o teor de carbono. No fim, obtém-se a fibra, que é laminada e pode ser vendida para as mais diversas aplicações.

Dez vezes mais forte do que o aço, mas ainda maleável e com elevada resistência à temperatura, a fibra de carbono é um material muito valorizado no mercado, com preços que podem variar entre US$ 25 e US$ 120 por kg.

A principal maneira de obtê-la hoje é derivá-la do petróleo, com muitos aditivos.

“A fibra de carbono pelo reaproveitamento da cana também é sustentável nesse sentido, porque vai diminuir a dependência do petróleo para mais um uso”, avalia Verônica, da UFRJ.

No mundo, já existem outras iniciativas para transformar a lignina em fibra de carbono. Todos esses projetos estão também em fase experimental. O grupo brasileiro, porém, orgulha-se de conseguir fazer o trabalho com menos aditivos, obtendo ainda um “extrato” de lignina mais puro e com maior potencial de transformação.

O trabalho carioca ainda está restrito aos laboratórios, mas a técnica já se mostrou funcional. A coordenadora do estudo diz que não há ideia do preço final da fibra, mas que “com certeza ela será mais barata do que a vinda do petróleo”.

Agora, os cientistas estudam a melhor maneira de patentear o projeto.

E-LIXO MAPS – O mapa da reciclagem do lixo eletrônico

3 Abr

Essa iniciativa apareceu para solucionar um grande problema da nossa sociedade moderna: lixo eletrônico. Pense em todo e qualquer aparelho eletrônico em sua casa. Uma hora ou outra, eles irão parar de funcionar, ou serão substituídos por algum mais novo. E aí, o que fazer com o antigo? Dependendo do estado de uso, ele pode ser doado a alguém que possa precisar. Mas muitas vezes eles não servem mais, e aí é preciso jogá-lo fora. E pra resolver essa questão, o Instituto Sergio Motta teve uma belíssima sacada: o projeto E-lixo Maps.

O mapa da reciclagem do seu lixo eletrônico.

É exatamente essa a ideia: baseado na internet, o site identifica pontos de recolhimento de diversos tipos de aparelhos eletrônicos. Basta colocar o seu endereço e o que precisa jogar fora. O site te mostra em um mapa todos os pontos disponíveis de recolhe. As opções são variadas; vão desde as óbvias, como pilhas e baterias de celular, até eletrodomésticos, caixas de som e máquinas de cartão de crédito. E o site oferece outro serviço. Se você tiver um posto de coleta ou reciclagem ativo, devidamente estruturado e regularizado, pode cadastrá-lo no banco de dados do E-LIXO. Cuidar do planeta está ficando cada vez mais fácil.

Sobre o Instituto Sergio Motta

O instituto é um centro de projetos e debates voltados ao uso criativo da tecnologia e à inovação. Efetiva ações que unem as tecnologias de telecomunicação com o setor cultural e social, fazendo com que essas novas tecnologias ajudem no desenvolvimento da sociedade, em consonância com as exigências do nosso tempo.

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